15 Mar – Lunes
Acordamos por volta das 9h, conhecemos a Mama de Isabel e Francisco – Natália –, tomamos café e compramos pão e queijo para fazermos sanduíches na praia. Entramos em um ônibus até a praia de Puerto la Cruz (1,50 BF). Não há roleta nos ônibus, você entra e um venezuelano passa cobrando a passagem. Chegamos à praia e compramos tíquetes para a lancha que nos levaria à Isla del Faro, 20 min dali. A lancha só sairia com sua lotação mínima – seis pessoas –, éramos quatro, pagamos mais dois tíquetes (30 BF cada) e aguardamos… Nesse meio tempo surgiu um casal também interessado no passeio, compraram seus lugares e a caixa nos devolveu nossos suados bolívares. Partimos!
A praia da ilha é simplesmente paradisíaca. Uma baía com águas transparentes, corais e peixes na água, cactos e iguanas em terra. Ficamos por ali um tempo e Isabel nos guiou até o outro lado da ilha, mostrando atrações como uma cova na rocha, um pedra em forma de três bichos de acordo com o ângulo que se olhava, o contraste do mar azul e o alaranjado das areias daquele lado. Voltamos. Comemos os sanduíches e algumas mangas que tinham viajado na minha mochila desde Caracas em meio à conversas criolas – como eles chamam muitas coisas por lá –. Quando o sol estava a um palmo do cume do farol, que dá nome à ilha, embarcamos novamente em nossa lancha para mais 20 min de mar até o calçadão da orla, onde a luz do final de tarde se esparramava e se despediu. Pegamos um ônibus para casa e de lá para o Plaza Mayor, um shopping que fica de frente para um bairro de luxo, com canais e lanchas estacionadas em frente a casarões. O jantar foi gostoso e divertido, com uma troca de conhecimento sensacional, eu ensinava palavrões para Isabel e em troca ela me ensinou um método bem prático para aprender os dias da semana em espanhol. Terminamos e voltamos para casa, onde o sono chegou quase ao mesmo tempo e nós nos rendemos à ele.
A cruz de lo puerto
Tem uns símbolos aí que não sei o que é, não
Vai encarar???
Uhhh, diliça
Amiguinho
Coisinha mais lindinha de papai
É proibido? Ah, então é por aqui mesmo
Desertão no meio do mar
Conhecem a gruta do Acaiá na Ilha Grande?
Fóssil de um chifre de unicórnio venezuelano marinho
Fim de tarde, hummmm
16 Mar – Martes
Francisco chegou às 4h da madrugada. Pela manhã combinamos de tentar chegar aos psicoblocs naquele mesmo dia. Após o café, pegamos um ônibus (2 BF cada), um táxi (10 BF) e chegamos à vila de pescadores de onde parte a lancha para o arquipélago. Francisco saiu perguntando quem estava disponível para fazer este trabalho, encontrou uma turma – 600 BF para passar o dia inteiro -. 30 min depois estávamos em uma piscina natural, aperitivo para o dia de escalada. Passamos algum tempo ali e seguimos para o primeiro setor dos psicoblocs. A lancha encostou na rocha e Francisco subiu primeiro para mostrar como era a história. Claudio e eu tentamos, Chiquitita ficou só nas fotos. Esse primeiro setor fica ao lado de algumas vias equipadas com chapeletas, é bem negativo, coisa estúpida mesmo! Fizemos algumas tentativas, mas só Francisco chegou ao final. Já com os braços bombados, resolvemos descansar um pouco e comer alguma coisa antes de partir para os próximos. Fizemos isso em uma praia deserta sobre as areias cobertas de corais moídos pelo tempo.
Então, partiu, psicoblocs
Não tem via, foi só pra fotografar 🙂
Piscina natural só para escaladores
Tá bom, bôra!
O barco encosta, você prega na parede…
E tenta subir
Francisco em seu habitat
Claudio brincando
Pula…
filha da…
Pula!
Praia deserta no mar do caribe. Bom, né?! 🙂
Corais-cérebro
No segundo setor todos subiram na primeira via, bem tranquila, mas alta, o crux era pular do cume da ilha. A segunda via daqui era mais uma bruta, surra novamente, mas foi muuuito divertido 🙂 O terceiro e último setor fica em um teto lindo, que também deu trabalho, mas que achei mais tranquilo que algumas vias anteriores. Resumindo, diversão garantida!
Quase chegando
Nessa a Chiquitita foi
Tetããããaõooo
Voooolta
Agora pula 😀
O dia já estava quase terminando quando a lancha partiu para a vila de pescadores de onde saímos pela manhã. Pagamos 8 BF em um táxi até o Plaza Mayor e comemos uma paella valenciana para fechar a noite. De lá pegamos um ônibus e retornamos para a casa de Mama, onde trocamos fotos com Francisco e verbos com Isabel 🙂 Arrumamos as mochilas para a viagem do dia seguinte e fomos dormir.