17 Mar – Miércoles
A partir deste dia uma palavra não sairia da nossa cabeça: temprano! Francisco nos acordou 5h. Nosso objetivo era chegar em Miraflores, com algumas escalas. Pegamos um ônibus até o terminal de Puerto la Cruz (1,50 BF) de lá um carro para Cumanã (140 BF), depois outro carro até Caripe (300 BF), onde Francisco nos deixou no Parque Nacional Cueva del Guácharo e foi trocar nossos dólares por uma boa cotação.
No parque pagamos 15 BF cada para entrar e visitar a gruta do tal guácharo, que é uma espécie de “pássaro-morcego”. O bicho vive dentro dessas cavernas durante o dia e só sai à noite para se alimentar. Entramos na gruta em uma visita guiada e conhecemos 1,2 Km abertos à visitação. O lugar mede 12 Km, mas somente pesquisadores pode avançar até o final. Encontramos Francisco na saída e pegamos um táxi (15 BF) para um restaurante próximo. Nos deliciamos por 60 BF com um papellon criollo e seguimos para a primeira escalada do dia, em um ônibus que passava ali no meio do nada (2 BF). Como ficava em uma área particular, pedimos permissão aos proprietários e em 10 min estávamos na base das vias de calcário. Enquanto Francisco, Claudio e Marcinha escalavam, armei minha rede e fiquei assistindo, mas acabei na resistindo e subi umazinha. Fizemos a trilha de volta no final da tarde, agradecemos aos proprietários e aguardamos na beira do asfalto algum transporte que nos levasse até o centro de Caripe e de lá para Miraflores. Mais uma vez, do nada, apareceu um ônibus, onde entramos para passarmos alguns minutos ouvindo a salsa venezuelana. O país é um show, cada transporte que pegamos foi um espetáculo diferente 🙂
Entrada da gruta dos bichos
Lá dentro
Claudio na via que fizemos em Caripe
…
Cheia de estilo
Esperando algum transporte passar
Chegamos em Caripe e lá negociamos um carro (180 BF) para Miraflores, onde chegamos já noite alta à casa de Cheymo. Um senhor que sente prazer em receber os escaladores e de bater um bom papo, com aqueles que o entendem 🙂 Francisco comentou que até os venezuelanos às vezes não conseguem captar o que o homem fala. Comprovando o que eu tinha ouvido falar, que eles falam rápido e comem letras. Toda hora tinha que soltar um “mas despacio, por favor”. Claudio armou sua barraca na varanda, Francisco sua rede, Marcinha e eu ficamos com a cama disponível. A casa tem banheiro, mas sem chuveiro, isso na vila inteira, todos tomam banho no rio. Nessa noite não resisti, ignorei o frio e fui tomar o meu. Realmente é frio de verdade. Meus companheiros de viagem declinaram do convite. O sono chegou cedo na pequena vila e nós o acompanhamos noite adentro.
Quebrou o pescoço, não escala mais
Negócio tava lotaaado